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Abril Azul – mês da conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA)

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O que é
O Transtorno do Espectro Autista (TEA), também conhecido como autismo, é um distúrbio do neurodesenvolvimento, caracterizado pelo desenvolvimento atípico, manifestações comportamentais, déficits de comunicação e na interação social, padrões de comportamento repetitivos e estereotipados, como balançar as mãos ou o corpo e girar objetos.

O autista vive, sente e responde ao mundo de forma própria ou única.

É uma condição e NÃO uma doença, por isso, não há cura.

Os sinais podem ser identificados nos primeiros anos de vida e o cuidado com terapias e acompanhamento adequados podem proporcionar autonomia e qualidade de vida funcional.

Graus de suporte
O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5-TR) classifica como três os níveis de funcionalidade e suporte da pessoa com TEA.

No grau 1, o indivíduo é mais funcional e exige pouco apoio, as maiores dificuldades estão relacionadas aos déficits de comunicação, sem ou com poucas comorbidades associadas.

No grau 2, a falta da verbalização pode ser um dos problemas do indivíduo acometido e, geralmente, mais comorbidades estão associadas ao diagnóstico. A pessoa precisa de mais apoio para as atividades em relação ao nível 1 de suporte.

No grau 3, é mais dependente e precisa de um suporte substancial para a vida cotidiana, já que os prejuízos no neurodesenvolvimento são mais elevados, afetando desde o processo de socialização até o funcionamento geral do corpo e mente.

Sinais
Os principais sinais de alerta são:

– Raramente responde quando é chamado;
– Dificuldade em manter contato visual;
– Não responde a sorrisos ou outras expressões faciais;
– Atraso na fala ou dificuldade no uso da linguagem para se comunicar com outras pessoas;
– Não olha ou acompanha objetos ou locais para os quais os pais e/ou cuidadores estão olhando ou apontando;
– Não costuma compartilhar interesses ou conquistas;
– Pode ter repetição de elementos de falas (ecolalia);
– Balança, gira, agita as mãos (estereotipias) ou anda na ponta dos pés por um longo tempo;
– Tem dificuldade em compreender a linguagem não-verbal, ironias e emoções;
– Pode ter rigidez à rotina ou resistência a mudanças;
– Pode ter hipersensibilidade ou hiposensibilidade à luz, sons e texturas;

Espectro
Como o espectro da condição pode variar em relação aos sinais e funcionalidade, nenhum autista é igual a outro. Assim, alguns extremos podem ser observados como:

– Atraso na fala ou fala precoce com mais vocabulário de palavras esperado para a idade;
– Seletividade ou compulsão alimentar (necessidade de comer em excesso) não percebendo quando está saciado;
– Alta tolerância à dor ou hipersensibilidade, não gostando do toque físico;
– Muito extrovertido ou introvertido e com dificuldade de socializar;
– Pode ter dificuldade no aprendizado ou facilidade de aprendizado e super dotação;
– Distúrbio do sono ou dormir muito bem em qualquer lugar.

Quem procurar
Os primeiros sinais podem ser observados pela equipe (médico, enfermeiro ou outro profissional) que acompanha a criança. Verificando e analisando os marcos de desenvolvimento na infância. Caso haja suspeita do diagnóstico ou presença de sinais de alerta, a criança deve ser encaminhada para avaliação especializada.

O cuidado pode envolver terapias comportamentais, ocupacional, fonoaudiologia, nutrição, intervenção educacional especializada, além de apoio psicossocial para a família.

Crise
A crise é um estado de sobrecarga sensorial ou emocional desencadeada por diversos fatores. Durante a crise, alguns autistas podem sentir:
– Meltdown, reação explosiva e intensa, em que a pessoa perde controle emocional e pode manifestar com choros, gritos e comportamento agressivo;
– Shutdown, quando a pessoa se retrai e desconecta do meio ambiente ao seu redor, podendo parecer distante, imóvel ou incapaz de falar.

As crises podem variar de pessoa para pessoa em intensidade e duração. Nesse momento, é importante oferecer suporte, acolher e criar um ambiente seguro. Além disso, dar previsibilidade sobre o que vai acontecer, seja um toque, uma mudança de rotina ou até mesmo o horário das atividades do dia a dia também pode facilitar ao autista se sentir seguro e confortável diante das situações.

O que pode desencadear a crise:
– Falta de rotina
– Mudanças inesperadas
– Aglomerações
– Toque físico
– Sensibilidade visual ou auditiva
– Esperas prolongadas

Símbolos
Infinito
O símbolo do infinito foi produzido pelos próprios autistas e atualmente é o mais utilizado pela comunidade autista para representar o TEA e a neurodiversidade.

Girassol
Significa que a pessoa tem uma deficiência oculta como TEA, TDAH, demência, lúpus, deficiência intelectual, auditiva ou visual, entre outras.

Quebra-cabeça
Primeiro símbolo criado para representar o autismo, elaborado em 1963 por Gerard Gasson, pai atípico e membro da National Autistic Society. Entretanto, parte da comunidade o considera capacitista – já que um de seus significados é a dificuldade em compreender pessoas no espectro – e adotam o símbolo do infinito para representar a causa do TEA.

Capacitismo
Quando alguém se refere a uma pessoa com deficiência como se fosse doente, faz comentários envolvendo suas deficiências como algo pejorativo ou subestima a capacidade de um PcD para realizar uma atividade trivial com base no que ela acredita sobre deficiência, isso é capacitismo. É um preconceito contra PcDs e deve ser denunciado.

Respeite, acolha, inclua
Cada autista é único em suas particularidades. Não compare um com outro, respeite, acolha e apoie em suas demandas específicas.

Entender as diferenças é fundamental para acolher e incluir a todos.

 

FONTE: Gov.br